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Luz como onda ou partícula.

Anjos e Demônios

4 min 899 words

Anjos e Demônios existem?

É necessário compreender que místico é tudo aquilo que não entendemos, seja no coração ou na mente, não existe mágica, só existe verdade e ilusão.
Quando falamos de seres e experiências místicas, vale-se aprofundar na mente humana, consciência encarnada, que devido a mecanicidade do racionalismo tende a querer colocar tudo em caixas e adicionar rótulos.

Por que simplesmente não podemos considerar que aquilo que vivemos que não tem explicação não precisa ter alguma explicação?
Na realidade, a pergunta é mais saudável do que a dedução, melhor deixar em questão aquilo que não sabemos responder, a dor da dúvida gera o atrito do movimento.

Um anjo ou um demônio e tantas outras coisas que são consideradas místicas, é um símbolo ou arquétipo, ele não pode ser enquadrado em um Ser ou um Grupo de Seres, é uma questão sem resposta, só somos capazes de rotular algo como algum arquétipo através de uma visão relativista e com ângulo limitado, o arquétipo não pode ser enquadrado como um todo.


Os Arquétipos e os Complexos Energéticos

Quando solidificamos a ideia de algo, um rótulo, lentamente vamos criando um arquétipo, dentro de tal qualidades, algo é X ou Y.
Algo que fica no fundo da mente, do inconsciente, do Todo onde não colocamos a Luz da consciência, esse processo natural leva Anos e é feito de maneira Social e não através de um único Ser.

Então vem as associações, automaticamente quando encontramos algo que serve a carapuça que construímos, queremos vesti-la, porém para nosso bem, devemos fazer o esforço para não faze-lo.
Por que não faze-lo? Resistir ao ato de rotular é algo luminoso, tudo que envolve chamar a atenção ao presente e a consciência é luminoso, toda reflexão sobre algo ser Justo ou não é Luminosa.

É através da ação da reflexão que expandimos nossa consciência, que somos capazes de abarcar mais átomos no Cosmos em busca de nos tornarmos o Uno.
Porém, é claro, vivemos na terra das sombras, é mais fácil e mais comum simplesmente rotularmos, vivermos no automático, não reagirmos ao mundo a nossa volta, fomos ensinados assim.

Assim se cria um complexo energético, toda vez que encaixamos algo na caixinha racional sem se dar a devida reflexão, ou melhor, aceitamos um dogma, estamos criando um complexo energético, é como se fosse um centro de gravidade, um Planeta Obscuro, numa região de nossa psique da qual não temos acesso.

Energia produz massa, massa produz gravidade, gravidade atraí mais massa e mais energia…
Os complexos crescem, assim como o câncer, o complexo é um câncer espiritual, seus sintomas são a intolerância, o preconceito e a rigidez.
Porém para aqueles que acreditam que a mente é mais que algo abstrato, que existe uma dimensão que represente as formas mentais, chegamos num ponto.


Complexos e Demônios

As consciências representantes de demônios nada mais são do que complexos que colapsaram sob si mesmo, como um buraco negro, elas são formadas puramente pelo Caos e a escuridão do inconsciente, não são seres que devem ser temidos ou odiados, são doentes.
Um sábio certa vez disse, somente um demônio é capaz de reconhecer outro, e assim é.
Resumidamente, Arquétipos não existem como forma, eles são referencia, símbolo.

Tudo é natural, tudo o que existe tem um motivo pra existir, conforme dito de diversas formas em diversos tempos, tudo que desce tem que subir, tudo o que fica tenso tem que relaxar. Toda Luz gera uma sombra em igual intensidade.
A consciência precisou experienciar o completo oblívio e treva para entender o que é treva e desenvolver a capacidade de escolha do melhor para si.

Não digo que devemos ser coniventes com quem escolhe viver na escuridão, mas não devemos julgar, a Lei já julga e executa a sentença, o Ser Humano já faz bem a sua parte por saber o que é a treva e optar por não segui-la, quem nunca cometeu um erro que atire a primeira pedra.

Sutilmente se percebe algo, tudo na vida é movimento, conforme o I Ching cita, a existência, o universo é movimento em si, nada existe que não faça parte desse movimento, se passamos a aglutinar, a resistir, a não deixar que o movimento e a mudança tome conta de nós, passamos a criar complexos.


E os anjos?

Da mesma forma funcionam, é tudo uma questão do que se representa, também devemos levar em consideração a relatividade da existência.
Não existe rigidez, o Símbolo é flexível e difuso, cada Ser enxerga o mundo da maneira que aprendeu e experienciou a enxergar, por isso descemos ao mundo das formas.
Aqui as formas são dadas pela Natureza, Mãe Divina, é mais fácil se desenvolver aqui, pois todos experienciamos e percebemos a realidade de maneira mais ou menos igual.

Porém no cerne, a consciência ainda é relativista, por si só, ela é um interior único buscando examinar e observar o Exterior, novamente por isso, é importante não rotular, pois dentro dos seus valores algo pode tomar a forma de determinado arquétipo, algo que pode ser diferente dos valores de outra pessoa.

Assim analisemos as coisas como elas são, através de suas ações sem rotular, é Um da miríade de passos que precisamos dar em direção a Sabedoria.
E sempre lembremos que talvez o Azul que nós enxergamos não é o mesmo Azul da pessoa ao nosso lado.

(Esse texto foi criado sem uso de IA.)